OBJETIVOS, METAS E TAREFAS: 3 CONCEITOS TÃO DESCOMPLICADOS QUE ATÉ MESMO UMA CRIANÇA CONSEGUIRIA USAR (DESCUBRA O PORQUÊ E SAIBA COMO VOCÊ PODE FAZER ISSO TAMBÉM)

objetivos-metas-e-tarefas

Você sente dificuldades para traçar metas e objetivos?

Acredita que nenhum método que já conheceu, sobre gestão do tempo e produtividade, foi eficaz o bastante para ensiná-lo?

Não se preocupe. Você é normal.

Como diria alguém que conheci recentemente, 90% das pessoas passam por estes mesmos problemas.

O interessante é perceber que isso só vira um problema, de fato, a partir do momento que tomamos conhecimento da existência destes dois conceitos: metas e objetivos.

Nós fomos capazes de passar bem sem eles a vida toda. Sempre foi quase intuitivo se planejar.

Tanto que David Allen fala em “Planejamento Natural” no seu livro “A arte de fazer acontecer”.

Mas por qual motivo, então, se torna tão difícil compreendê-los e utilizá-los sem estressar?

Caso você se sinta perdido em relação a isso, como eu me senti há dois anos atrás, leia este texto até o final. Irei te ajudar a dar um pontapé inicial nessa questão.

Quando terminar, prometo que você saberá por quê não foi capaz, até hoje, de definir metas, objetivos e tarefas para a sua vida. Especificamente, de uma forma que eles fizessem sentido.

Também irei revelar para você quais são os 2 maiores mitos relacionados ao assunto.

Juntos tiraremos os panos destes fantasmas e faremos com que eles deixem de ser tão aterrorizantes, de uma vez por todas!

 

EU NA FACULDADE: SURGEM AS PRIMEIRAS DIFICULDADES DE PLANEJAMENTO PESSOAL

concept-1868728_1280

Meu primeiro contato com a arte de se planejar foi no ano de 2012, quando li um livro chamado A Tríade do Tempo, de Christian Barbosa.

Este é, realmente, um excelente material sobre o tema. Ele despertou a minha visão para um novo mundo, onde é possível retomar o controle de um dos principais recursos que temos: o tempo.

Naquela época, a principal finalidade que dei para este conhecimento foi conseguir me organizar melhor na faculdade.

Assim, mesmo sobrecarregado, apesar de jovem, passei a dar conta de cumprir mais facilmente com os meus horários.

O único problema foi a minha falta de maturidade para compreender questões-chave daquele livro.

Assim, embora sua leitura tivesse sido boa demais para mim, acabei perdendo o controle novamente pouco tempo depois.

Em 2015, conheci o método Getting Things Done (GTD), criado pelo norte-americano David Allen. Um método de produtividade sem estresse fantástico.

Sou verdadeiro fã seu e, às vezes, cito-o aqui no blog como referência de alguns conteúdos publicados.

Para começar a praticá-lo, tentei seguir à risca todas as suas recomendações.

Porém, falhei novamente.

Desta vez, não por falta de compreensão da estratégia em si, mas por não ter visto o todo envolvido na arte do planejamento de minhas metas, objetivos e tarefas.

Eu sentia que continuava patinando e que ainda faltava alguma coisa para completar aquele quebra-cabeça, que eu mesmo havia criado diante de tanta informação.

Minhas metas e objetivos pareciam pouco interligados, sem fazer muito sentido (embora o método GTD ensine a conectar tudo!)

Eles não me geravam a motivação suficiente para realmente colocar algo em prática e começar a realizar. A importância de cada um não estava claro.

A essa altura, vários sinais já me faziam acreditar que eu simplesmente não era capaz de definir metas pessoais.

Enquanto sentia medo de nunca conseguir alcançar nada significativo a médio e longo prazo, ao ponto de achar que, provavelmente, arrependeria da minha própria vida, eu pensava:

“Isso é difícil, restrito a grandes executivos.
No futuro, talvez eu consiga. Quem sabe”. 

Felizmente, graças a minha multipotencialidade, geradora de uma curiosidade incessante, continue a persistir, estudar e testar mais coisas.

Eu estava, inconscientemente, decidido a fazer toda aquela história de funcionar, mesmo que eu precisasse levar na cara várias vezes e viver, temporariamente, em minha própria bagunça.

Algo quase irônico para quem buscava mais ordem em meio ao caos.

 

SURGE O MÉTODO DA TRANQUILIDADE

lotus-1205631_1280

Após muito estudar, aplicar e, principalmente, romper regras impostas por alguns gurus do autodesenvolvimento, cheguei a este método que vou apresentar para você aqui.

O maior benefício que ele me proporcionou foi a tranquilidade de saber que estou fazendo a melhor coisa possível em cada momento da minha vida.

Por isso a brincadeira no nome deste subtítulo. E também no título do artigo, pois uma criança sempre faz aquilo que ela acredita ser o melhor para ela.

Na vida adulta, a gente também faz, mas pondera mais a respeito.

Enfim… espero que esta metodologia te ajude para que consiga superar os seus próprios limites e traçar metas e objetivos que o levem a resultados incríveis daqui pra frente.

Mas, antes de ensiná-lo, deixa só eu te contar quais são os 2 grandes mitos que assombram as pessoas que também têm o objetivo de traçar objetivos, como você.

Dessa forma, eles pararão de assombrá-lo e passarão a ser grandes bobagens que ouvimos por aí, sem qualquer motivo para se preocupar.

 

MITO #1: VOCÊ NÃO É CAPAZ DE TRAÇAR METAS

danbo-1873170_1280

Alguma vez, já parou para pensar que, se alguém já conseguiu fazer algo, você também pode?

Eu também já tive este mesmo pensamento. Porém, pensando criticamente, ele é questionável.

Concorda?

Como possuo formação em Odontologia e já participei de, pelo menos, 4 projetos de pesquisa, passei a entender 2 coisas muito importantes relacionadas ao que dá certo, ou não, para uma pessoa, de um ponto-de-vista científico.

A primeira delas é que cada caso precisa ser analisado individualmente para que se possa chegar a conclusões apropriadas a seu respeito. Muitas teorias são aplicáveis a diversos casos, mas nem todo caso se aplica às mesmas teorias que outros parecidos com ele.

Por exemplo, todos homens são seres humanos, mas nem todo ser humano é um homem.

Logo, todos que conseguiram alcançar determinado objetivo possuem uma certa característica em comum, mas nem todos que a tenham alcançarão este mesmo objetivo.

Dá pra entender?

Soa meio esquisito e difícil quando analisamos de cara. Porém, peço que releia até conseguir entender. Sei que você vai achar um raciocínio plausível também.

Simultaneamente a este pensamento que expus pra você, também ocorre um segundo fato, relacionado ao ato de acreditar.

Pessoas com maior fé de que conseguirão têm maiores chances de realmente fazer algo dar certo.

Por isso, gostaria de reforçar a necessidade de que você fortaleça suas crenças quanto a sua capacidade de traçar metas e objetivos.

Pode ser que, quando elas superarem todas as condições adversas, finalmente chegue o ponto onde isso se tornará fácil para você.

Deixo aqui uma sugestão de vídeo da Arata Academy que vai de encontro a toda essa questão. Com certeza, complementará bem a compreensão sobre este mito.

Clique aqui para assistir!

 

MITO #2: VOCÊ NUNCA VAI CONSEGUIR ALCANÇAR ALGO A MÉDIO E LONGO PRAZO SE NÃO SOUBER AONDE QUER CHEGAR OU MANTIVER O FOCO

macro-extension-tubes-466256_1280

Pensar no longo prazo é fundamental.

Sabe por quê?

Esta prática te leva de encontro a algumas respostas sobre questões profundas e significativas, como, por exemplo, quais coisas você seria capaz de sacrificar, ou não, em prol dos seus objetivos.

Quando falo em objetivos, faço jus a tudo aquilo que está tão próximo quanto 1 e, no máximo, 2 anos, para acontecer.

São pontos já vislumbráveis no tempo, enquanto que o longo prazo mesmo é apenas uma visualização longínqua, difícil de se tornar real nos moldes exatos como você imagina hoje.

Afinal de contas, é difícil saber se uma ação executada agora produzirá o resultado desejado para daqui a 5, 10 ou mais anos. Concorda?

Existem infinitos meios para chegar em um mesmo lugar e eles devem mudar ao longo de sua vida, uma vez que as condições de “jogo” mudam junto.

Não adianta, suponhamos, imaginar que você se tornará presidente quando se mudar para Brasília e fizer novas amizades no Congresso Nacional.

Pode ser que a vida exija de você um maior tempo vivendo na sua cidade do interior, uma candidatura à sua prefeitura, ao governo do estado… tudo isso antes do cargo final almejado.

Esse foi um exemplo “nada a ver” que me veio à mente agora, mas ele cumpriu seu papel?

Você entendeu que é preciso dançar conforme o ritmo e não adianta se vitimizar se a rota mudar, mesmo que você não queira isso?

A chave do processo é a adaptação. Setar a direção e seguir, disposto a quebrar o planejamento traçado inicialmente. É ilusório achar que ele deve ser seguido ao pé-da-letra.

Planejar é inteligente. Seguir o planejamento à risca é imprudente.

É fundamental manter a mente aberta neste sentido para não pirar e conseguir, finalmente, realizar sonhos gigantes. Estejam eles quanto tempo a frente estiverem!

 

UMA SUGESTÃO: ESQUEÇA TUDO O QUE ELES TE DISSERAM SOBRE O ASSUNTO

sign-1438603_1280

Resumindo toda a história, é muito provável que você nunca conseguiu traçar metas e objetivos porque eles complicaram demais essa tarefa pra você.

Parece difícil, mas não precisa ser do jeito deles, e sim do seu!

Além disso, você não precisa escrever todas suas metas com detalhes abstratos. Somente o que importa ser registrado.

“Existem coisas que eu não entendo o porquê funcionam, eu só sei que funcionam. Quando escrevemos as coisas no papel parece que é o primeiro passo para materializarmos.” (Mario Meireles)

Escreva seus objetivos de aprendizagem e aumente suas chances de alcançá-los.

 

DESCOMPLICANDO OS 3 NÍVEIS DE ATIVIDADES: CORTE O PÃO EM FATIAS

bread-534574_1280

Objetivos, metas e tarefas nada mais são do que 3 níveis diferentes de atividades.

Objetivos englobam metas, que englobam tarefas. Tarefas são partes menores de metas, que são partes menores de objetivos.

Se você nem quiser usar estes termos, fique à vontade também!

O importante é pensar no que você deseja realizar (objetivos), quais são as etapas necessárias (metas) e quais ações compõem cada uma delas (tarefas).

Nem sempre algo desejado poderá ser assim dividido. Algumas vezes haverá somente 2 níveis, até 1 nível de atividade. Não importa.

O que importa é dividir tudo até a menor parte acionável. Quando está claro qual o próximo passo a ser dado, você está fazendo isso certo.

Fatie o pão até que ele tenha um tamanho que você consiga comer. Se ele for pequeno, você poderá dividir menos, mas, se for grande, corte mais.

Por exemplo, “obter um diploma de graduação” não é algo realmente fazível. Para fazer isso, você precisará alcançar resultados menores, como ser aprovado em cada disciplina do curso.

Enquanto que, para obter essas aprovações, seria necessário tirar uma nota mínima em cada prova, de cada matéria dessas.

Neste caso, o que seria objetivo? O que seria meta e o que seria tarefa?

  • Objetivo: obter um diploma de graduação;
  • Metas: ser aprovado na disciplina X; ser aprovado na disciplina Y; ser aprovado na disciplina Z;
  • Tarefas: tirar nota mínima na primeira prova de X; na segunda prova de X; na primeira de Y…

E assim por diante.

Pegou a ideia?

Pode ser ainda que você me diga:

“Matheus, fazer as provas ainda parece muito. Acho que o começo de tudo seria comparecer às aulas.”

Tudo bem!

Então, divida a tarefa das provas mais uma vez:

  • Ir às aulas da matéria X;
  • Ir às aulas da matéria Y;
  • Ir às aulas da matéria Z.

Como cada um desses itens seria chamado?

Não sei!

Subtarefas talvez.

Não importa!

O essencial mesmo é ter essa clareza de qual a próxima ação, de forma que faça sentido para você. O restante fica como direção e controle quanto ao que está sendo feito no todo.

Portanto, saiba que você pode precisar quebrar um objetivo em mais do que 3 níveis diferentes. Outras vezes não será necessário nem isso. E tá tudo bem. :)

 

ALINHAMENTO: INTERLIGANDO OS 3 NÍVEIS DE ATIVIDADES COM AS SUAS NECESSIDADES E ASPIRAÇÕES

apple-1675775_1280

Mesmo depois de entender que os conceitos-chave desse artigo giram em torno de dividir o que você deseja fazer em partes cada vez menores, fazer algo só faz sentido se vai te trazer sobrevivência e/ou realização pessoal.

Do contrário, você não se motivará o suficiente para agir e de nada terá adiantado tanto planejamento.

Já dizia Tony Robbins, o papa da Programação Neurolinguística: somos motivados pela dor ou pelo prazer.

Para alinhar suas ações com o que verdadeiramente será um combustível para você, importa responder 2 perguntas:

  • Necessidades: O que é seu dever hoje e você precisa para que sua vida funcione?
  • Aspirações: O que é seu desejo hoje e gostaria muito de realizar?

Quando você consegue colocar no papel as respostas para essas 2 perguntas, alinhando elas aos 3 níveis de atividades, a clareza do porquê de fazer algo gera grande força para que, de fato, seja feito.

Faz sentido?

Um exemplo pessoal meu, praticamente concluído, está relacionado a me formar em Odontologia.

Este era um objetivo que, quando parei para traçar, faltavam 2 anos do prazo que dei para mim mesmo.

Entenda que, de certa forma, dava pra formar em mais tempo. As matérias repetem a cada ano se eu bombar, mas não era algo desejável pelo qual eu gostaria de passar.

Então, dali a 2 anos, estava meu deadline.

O que eu precisava fazer era, basicamente, ser aprovado em cada disciplina restante e, para isso, era fundamental cumprir com as tarefas constantes no calendário de cada uma delas.

Neste caso, todo planejamento já veio praticamente estabelecido, uma vez que as normas da faculdade ditavam quais obrigações eram importantes.

Entretanto, quando temos uma aspiração própria, em relação à qual podemos nos dedicar apenas nos blocos de tempo livre, é possível definir a estrutura de planejamento também.

Vamos conhecer quais são as principais dicas para que você possa fazer isso ainda hoje.

Que demais seria colocar um plano no papel para realizar seu sonho grande, não é mesmo?

Continue lendo e embarque nesta última etapa da jornada dos objetivos, metas e tarefas descomplicados!

 

DICA #1: USE SUAS PRÓPRIAS PALAVRAS E COMPREENDA O QUE QUIS DIZER

Escreva como faz sentido pra você.

Não importa quais regras já leu por aí a respeito de como redigir objetivos e metas. O importante é você entender o caminho traçado.

A interpretação de cada pessoa é única e, talvez, se eu ler as suas metas, não entenda bem. Mas se elas fizerem total sentido para ti, é o que faz valer.

Quebre as regras e construa os seus próprios padrões de raciocínio estratégico.

 

DICA #2: DEFINA O RESULTADO ESPERADO DE FORMA CONCRETA O BASTANTE PRA VOCÊ

O que precisa acontecer para que você saiba que, verdadeiramente, alcançou um objetivo?

Seja claro o bastante para ter, pelo menos, uma noção disso e não cair na armadilha que ficar fazendo algo indefinidamente, sem saber se terminou ou se ainda falta algo.

Estes parâmetros podem ser até as metas ou tarefas que compõem seus objetivos.

Mais uma vez, reforço aqui a importância de você destrinchar tudo em partes menores. Destrinche o máximo que puder até ficar claro quais são as próximas ações concretas que você pode fazer.

Quando elas forem feitas, pode ser o indicativo de que, o que você queria, está concluído.

 

DICA #3: COMO ORGANIZAR TAREFAS DEPENDENTES, OU SEQUENCIAIS, E INDEPENDENTES

Em todo plano, existem coisas que dependem de outras para serem feitas e outras que não.

Quando colocar no papel todo o necessário à execução de um projeto, do início ao fim, procure ordenar a sequência pela qual as tarefas devem ser feitas.

Estabelecer essa lógica facilita na hora de entrar em ação, pois permite que você foque apenas naquilo que, realmente, pode ser feito agora.

Quando algo está aguardando outra atividade se concretizar, de quase nada adianta pensar a seu respeito. Como diria Gerônimo Theml:

“Pensar naquilo quando aquilo não pode ser feito é um dos maiores desperdícios de energia que existe!”

Sem foco nas questões presentes, os eventos futuros sequer chegarão.

Além do que, pode ser que, quando chegarem, elas se apresentarão de uma forma completamente diferente daquela que você esperou, exigindo pensar em tudo outra vez.

Aprendi este pensamento com Daniel Larusso em seu curso Launch!

Lá, ele ainda complementa: ter um plano é inteligente, mas achar que você irá segui-lo cegamente é estupidez. 

Já parafraseei ele mais no início deste artigo. Entretanto, vale a pena ressaltar a ideia. :)

 

AGORA É SUA VEZ!

golden-retriever-750592_1280

  1. Livre-se do mito de que você não é capaz de traçar metas e objetivos;
  2. Livre-se do mito do longo prazo;
  3. Esqueça tudo o que eles já te disseram sobre metas e objetivos;
  4. Descomplique os seus níveis de atividades com as dicas que encontrou aqui;
  5. Interligue suas atividades com as necessidades e aspirações que possui;
  6. Faça acontecer!

São 6 passos para um grande salto em sua jornada da vida.

Espero que eles te ajudem.

Caso tenha sentido falta de algo, ou tenha ficado com alguma dúvida sobre o assunto, deixe seu comentário para que eu possa te ajudar!

Um grande abraço.

Matheus Felter

Cirurgião-dentista. Clínico-geral. Mestrando em Clínica Odontológica.

Website: http://matheusfelter.com.br

  • Olá Matheus!

    Se alguém tem objeções para se organizar e fazer um planejamento, este artigo é de grande ajuda, pois vai direto ao ponto e de forma clara e precisa. Parabéns pelo rico conteúdo e por compartilhar essas valiosas informações!

    Grande abraço e sucesso a você!

    • Grande Fábio!
      Tudo bem?

      Obrigado pelo seu comentário!

      Servirá de incentivo a novos leitores para que percorram todo o texto e usufruam de seu valor, com certeza :)

      Abração e tudo de bom pra ti também!