FINANÇAS PESSOAIS: COMO OBTER CONTROLE DO SEU DINHEIRO E TRANSFORMÁ-LO EM COMBUSTÍVEL PARA REALIZAR OS SEUS OBJETIVOS

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Não saber se o dinheiro vai dar até o fim do mês ou se é possível comprar aquilo que você está querendo, sem peso na consciência, são preocupações comuns entre as pessoas.

Mais especificamente, entre aquelas que não têm o controle de sua vida financeira.

Tão importante quanto saber o que você valoriza é saber, em detalhes, quais caminhos o seu dinheiro faz.

Por ser uma área tão fundamental da vida, uma vez que acaba afetando desde a nossa subsistência até o alcance de nossas maiores aspirações, devemos dar a devida atenção para ela.

Muitas pessoas simplificam dizendo que o dinheiro é isso ou aquilo. Entretanto, não entrarei neste mérito aqui. Cada um dá o significado que quiser para ele.

O que importa mesmo é estabelecer os seus próprios critérios de sucesso financeiro. Sem ter isso claro, muito ou pouco continuarão sendo quantias totalmente relativas e insuficientes.

Neste texto, meu objetivo é ajudar você a saber exatamente qual seu custo de vida hoje e quanto custa a vida que você quer levar no futuro.

Está mais relacionado à criação de um certo hábito, sobre o qual falaremos, do que qualquer outra estratégia mirabolante ou porcentagens exatas tidas, por muitos, como ideais.

Além disso, lendo este artigo até o final, você aprenderá:

  • Como obter controle da sua vida financeira ao longo do tempo;
  • Por que você pode estar “jogando fora” o seu dinheiro;
  • Uma forma de tomar melhores decisões financeiras;
  • Como prever o futuro e seus possíveis gastos.

Vamos lá! Agora é a sua vez de desenvolver a habilidade da gestão financeira.

 

COMO APRENDI FINANÇAS PESSOAIS NA PRÁTICA

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Quando entrei na faculdade, mudei de cidade e os custos de minha vida passaram a ser outros. Junto com a nova rotina, vinham também novas despesas. Algumas ainda desconhecidas por mim.

Afinal, eu havia mudado para um lugar que eu não conhecia e não tinha ideia de como seria meu dia a dia.

Falo isso para compartilhar com você que foi exatamente nesta situação que comecei a aprender a lidar com dinheiro de forma mais sustentável.

Sem nenhuma noção de quanto “eu” custava para meus pais, naquele momento passei a ter que me virar com a minha mesada.

Em outras palavras, mais simples: meu pai transferia tantos reais por mês para a minha conta e era com aquilo que eu deveria passar o mês.

Tudo bem… quando precisava de mais, às vezes recebia um pouco além. Mas isso não era a regra. Nunca foi.

Apesar de confiar, meu pai costumava ficar bem atento quanto a como eu estava gastando meu dinheiro. Algo que me deixava alerta, embora, honestamente, não fosse de exagerar.

Não sei se a sorte foi minha ou dos meus pais, mas sempre fui muito caseiro, bebi praticamente zero de álcool a vida toda e prefiro livros a festas.

Colocado na ponta do lápis, acho que dá uma diferença quando comparo aos meus amigos que saem muito e bebem mais. Sem debate aqui sobre estilo de vida.

 

O PRIMEIRO PASSO, AO ACASO, PORÉM CRUCIAL

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Sabe como dei início à organização de minhas finanças? Comecei a anotar em um caderno todo dinheiro que entrava ou saía.

É sempre importante frisar que nós nunca nos sentimos totalmente preparados para nada. Portanto, o primeiro passo realmente precisa ser dado meio de qualquer jeito mesmo. Pelo menos quando temos a necessidade e não temos noção de como fazer.

Assim fiz e, ufa, deu certo!

As últimas folhas do meu copybook da faculdade eram todas cheias de contas.

Dia tal: gastei tantos reais com tal coisa.

Dia outral: recebi n reais por outra coisa.

E, ao final de cada semana ou mês, eu somava tudo de cabeça para descobrir quanto havia ido embora ou chegado em minhas mãos. No centavo.

Soa rudimentar para você fazer isso?

Não se preocupe! Você pode começar de forma mais modernizada.

Já existem inúmeros aplicativos com a função de servir como uma carteira virtual que permite gerenciar todo seu fluxo financeiro, além de registrar documentos, notas fiscais, etc.

Particularmente, utilizo planilhas de Excel e sou apaixonado por elas! Mas não tenho certeza se recomendaria para quem está começando a se organizar financeiramente, devido à relativa complexidade de automação.

Embora saiba da existência, nunca experimentei nenhum app de celular, pois quando os descobri já estava bastante adaptado à maneira como me organizava.

Talvez eles sejam mais simples para quem ainda vai dar start nesta questão!

Entretanto, como falei, você não precisa de uma tecnologia que faça cálculos automáticos para você agora. Você pode, e deve, começar com o que tem.

Se não estiver confiando em mim, veja a resposta que o especialista em finanças, Gustavo Cerbasi, dá nessa entrevista, aos 9 minutos: Entrevista de Gustavo Cerbasi para Arata Academy.

Este é o caminho para conhecer e obter o controle da sua vida financeira:

Anote tudo.

 

O HÁBITO DE ANOTAR, DESCOBERTA DO SEU CUSTO DE VIDA ATUAL E A BOCA DO RALO

Existem duas maneiras de você analisar as coisas. Uma é imaginando e outra é colocando no papel e visualizando-as diretamente.

Por experiência, a visualização traz mais clareza.

Você provavelmente encontrará outras pessoas que também acham mais eficaz olhar para algo palpável, ao invés de se submeterem apenas aos pensamentos.

Além do que, o papel, ou qualquer outro lugar onde você escolha realizar suas anotações, aceita tudo. Nossa mente, embora extremamente potente, é limitada.

Por exemplo: você acha mais fácil lembrar de cabeça tudo o que gastou na última semana ou ter toda essa informação escrita, necessitando apenas ler ela?

Acho que você sabe qual é a resposta mais simples.

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Portanto, anotar é a chave para obter conhecimento e tornar sua vida financeira completamente analisável.

Este hábito permitirá que você tenha uma visão de como está, planejar aonde deseja chegar e saber quais são os melhores meios para fazer isso.

Mesmo sendo uma prática difícil de estabelecer, dá para perceber o quanto vale a pena?

Sei que pode parecer estranho. As pessoas não vão entender e ficarão te olhando com cara de louco quando verem que está registrando quanto acabou de gastar com o cafezinho na lanchonete, ou a festa de sábado à noite.

Mas este é o preço que se paga para entrar no grupo de pessoas que possuem o controle de suas finanças.

Parece “caro” demais para você ou será que vai topar o desafio?

O segredo é começar pequeno. Todo hábito exige tempo para se consolidar.

Então, você não vai radicalizar de início querendo anotar todas informações que vou te passar ao longo dos próximos tópicos do texto.

Simplesmente, tomará nota de cada coisa que gastou e qual foi a quantia em dinheiro.

Em um mês, você conseguirá ter noção mais clara de quais são suas entradas e saídas semanais. Em 3 meses, conseguirá ter mais clareza da média mensal.

E, assim por diante, até saber, muito melhor, como funciona seu uso e desperdício de dinheiro ao longo de um ano inteiro!

Mais uma vez: comece pequeno e vá evoluindo aos poucos. Descubra primeiro qual seu custo de vida atual por dia, depois por semana, depois por mês, depois por ano…

Este é um exercício que precisa ser sempre repetido, porque a sua vida financeira, assim como qualquer outra parte dela, muda ao longo do tempo.

Porém, te digo uma coisa para tranquilizar: quando tiver anotado todos seus gastos ao longo de um mês e perceber o quanto desperdiça dinheiro com coisas que você não precisa, vai animar continuar!

Os pequenos resultados de nossa prática geram motivação para dar continuidade a ela.

Então, uma última dica aqui, em relação à criação do hábito de anotar, é prestar atenção realmente no que você está fazendo com o seu dinheiro.

Se perceber que faz muito mal uso, sei que pode ocorrer alguma chateação… mas não desanime. Pelo contrário, leia o texto que escrevi sobre fracassos e erros, evite as atitudes de vitimização e auto-piedade que falo lá, e aja para mudar sua realidade.

É muito melhor para você!

Quando identifiquei por onde estava “rasgando” dinheiro e onde era a “boca do ralo” que me fazia perdê-lo sem que eu percebesse, transformei minha relação com ele profundamente.

Este relacionamento saudável, isso é, você e o dinheiro alinhados um com o outro, pode levar a uma combustão de realização em sua vida.

Ah… e não, você não vai fazer, ou ter, tudo o que quer do dia pra noite.

Precisará continuar sendo paciente.

A diferença é que suas chances de alcançar este infinito serão, claramente, aumentadas.

 

UM MÉTODO PARA COMEÇAR E MANTER SUA VIDA FINANCEIRA ORGANIZADA A PARTIR DE HOJE

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Na faculdade, quando comecei a ter dinheiro limitado para passar o mês, eu anotava tudo que entrava ou saía do meu bolso em um caderno.

Fui evoluindo até chegar no modelo de gestão financeira que utilizo hoje, com uma planilha bastante interessante no Excel, que minha namorada acha incrivelmente complexa. Pura impressão, hehe.

Após ler livros sobre educação financeira, aprender bastante com especialistas e aplicar, verificando o que funcionava ou não para mim, cheguei num método que, independentemente da tecnologia, como já te expliquei acima, você poderá usar para se organizar também.

Ele consiste em 4 partes: diagnóstico, planejamento, execução e revisão constante.

Na primeiro, você tomará ciência de como está hoje. Depois, definirá estratégias e táticas para sair daí e chegar aonde deseja. E, finalmente, partirá para ação, otimizando o processo ao longo do caminho.

Continue lendo para conhecer, em detalhes, cada uma destas etapas e tornar-se dono (a) do seu dinheiro de uma vez por todas, ao invés de permanecer escravo da moeda sua vida inteira.

 

#1 DIAGNÓSTICO FINANCEIRO

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Independentemente do que você quiser mudar em sua vida, será necessário diagnosticar, ou seja, saber em qual situação se encontra no momento atual.

Mesmo que não queira melhorar algo, mas deseje ter ideia de como está, isso também é o ideal a ser feito.

Para saber como anda a esfera do dinheiro em sua vida, já falamos que é necessário anotar todas as suas movimentações financeiras. Entradas e saídas.

Mas como fazer isso?

A ideia é responder as seguintes perguntas:

  • Com o que tenho gastado?
  • Quanto tenho gastado?
  • Quando estou gastando (ao longo de um dia, semana, mês, ano?)
  • Por que tenho gastado?

Sabendo disso, ficará muito fácil tomar decisões coerentes com seu estilo de vida e que favoreçam a sua prosperidade financeira.

Portanto, sendo bem direto ao ponto, as informações ideais a serem anotadas para cada movimentação são as seguintes:

  • Data: quando você gastou;
  • Categoria: com o que;
  • Especificidade: por qual motivo;
  • Valor: quanto foi.

Posso ressaltar de novo que não importa exatamente como nem onde você vai anotar isso? Vale reiterar que o importante é fazer? Então, ótimo! :)

Fazendo isso ao longo de um mês, você consegue avaliar sua rotina de gastos semanais, em média. Afinal, terá 4 semanas para comparar e verificar o que acontece sempre.

Repetindo por vários meses, você pode observar os padrões de gastos mensais, em suas variações para cada mês do ano.

Será possível também se tornar consciente de algumas datas especiais que acabam influenciando seu equilíbrio financeiro.

Por exemplo, se em determinado mês 3 pessoas próximas fazem aniversário e você presenteia todas, naquele mês já é possível prever uma maior saída de dinheiro.

Isso pode afetar seu controle. Concorda?

Vou dar alguns exemplos a seguir para que você entenda com tranquilidade os 4 conceitos passados.

 

EXEMPLOS DE ANOTAÇÕES PARA DIAGNÓSTICO

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Suponhamos que, no dia 31 de outubro, você saiu com seus amigos para curtir a noite de Hallowen em um pub.

Lá, foi preciso pagar 50 reais de entrada e mais 33,30 do consumo feito durante o happy hour de vocês.

Chegando em casa, foi dada a hora de anotar estas duas informações para não esquecer. Do contrário, sua análise diagnóstica ficará comprometida por falta de dados completos.

Não confie muito em sua memória. Nem sempre ela lembrará de tudo.

Primeiro, pegue seu caderno, aplicativo ou abra o lugar onde decidiu manter os seus registros financeiros. Em seguida, escreva a data do dia. Depois, conclua com os outros 3 dados.

  • 31/10/16 – Lazer – Entrada do pub no Hallowen – R$50,00;
  • 31/10/16 – Lazer – Consumo no pub no Hallowen – R$33,30.

“Poxa, Matheus! Mas até os centavos você quer que eu anote?!!”

Sim, perfeito!

Quando perceber a diferença que eles fazem e o efeito da soma deles juntos, entenderá a importância de ser específico deste jeito.

Será que agora você já consegue fazer seus próprios registros?

Vá em frente! Comece pois, nos próximos tópicos, iremos avançar.

Se não sentir conforto para ir adiante, dê seu pontapé inicial e salve este conteúdo para consulta futura, quando já se sentir pronto para algo mais. Sem problemas.

E não exite em deixar suas dúvidas nos comentários ao final do texto, caso as tenha ou sinta dificuldade em aplicar. Vou responder com prazer.

 

#2 PLANEJAMENTO ALINHADO COM OBJETIVOS

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Com dados suficientes para entender melhor sua situação financeira real, torna-se possível planejar ações e estratégias inteiras a fim de alcançar os seus objetivos.

Não importa o que você quer:

  • Conseguir economizar;
  • Juntar dinheiro para fazer algo;
  • Aumentar o quanto ganhamos;
  • Comprar algo mais caro.

Planejamento pode te ajudar a chegar lá.

Educação financeira é algo a que todos deveríamos nos dedicar sempre, pelo menos um pouquinho, todos os dias.

A primeira coisa sobre a qual acho fundamental você ter conhecimento é que imprevistos acontecem. Apesar de todo pensar possível, algumas vezes as coisas não saem exatamente como imaginamos.

Este é um fato que convém ser aceito desde o início, a fim de reduzir possíveis frustrações e, logo, sua motivação para dar um jeito na sua vida.

Superado isso, é bastante útil ter uma ideia aproximada dos seus próximos gastos. Partindo dos dados obtidos com seu diagnóstico, você deveria se perguntar:

  • Realmente estou utilizando meu dinheiro como eu gostaria?
  • O que poderia ser feito, frente a minha realidade, para chegar aonde desejo?
  • Quanto eu preciso economizar para realizar um determinado sonho?
  • Quais ações devo tomar para chegar lá?

Este tipo de pergunta é capaz de fazê-lo refletir. É o primeiro passo para elaborar seus próprios meios e organizar suas finanças para fazer o que quiser daqui pra frente.

A grande sacada é olhar para os dados que você tem e imaginar o que você pode fazer, consistentemente, a partir deles, para sair de onde está e construir sua realidade futura.

Com isso em mãos, chegamos à elaboração de metas, sobre as quais você já deve ter ouvido falar, mas nunca entendeu o porquê dos valores a serem atingidos.

Tudo depende. Cada estilo de vida tem seu próprio custo. Cada sonho também.

Você precisa sentar e fazer as contas, literalmente, pesquisando valores reais, para calcular qual o preço dos seus.

Resultado em mãos, trace suas metas e persiga-as. É minha sugestão. :)

 

#3,4 EXECUÇÃO E REVISÃO CONSTANTE

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Recapitulando rapidamente:

  • Comece com o seu diagnóstico para saber onde está hoje;
  • Defina seus objetivos financeiros, aonde quer chegar;
  • Revise sua situação atual e identifique o que te atrapalha a chegar nos seus objetivos, assim como o que está bom e pode ser melhorado a fim de otimizar sua jornada;
  • Olhe para seus dados diagnosticados e elabore metas, ou próximas ações que devem ser realizadas a fim de alinhar suas atitudes com o que você realmente quer para a sua vida.

Agora é a hora de partir para a ação e se vigiar para garantir que está seguindo o plano.

Entretanto, como tudo na vida, a prática necessita de treino para evoluir.

Quando algo estiver dando errado, pesquise e busque soluções para os seus problemas. Existem inúmeros materiais sobre educação financeira internet a fora.

Tenho certeza de que vai encontrar o que precisa.

E, claro, uma outra opção, que recomendo, é deixar seu comentário aqui, ao final do texto, me contando suas dúvidas e dificuldades para que eu possa te ajudar também!

Agora… como se vigiar?

Como conferir se você mesmo está cumprindo o que planejou adequadamente?

Revisando constantemente seu sistema.

Sugiro que faça isso uma vez por mês. Pessoalmente, escolho sempre o último dia de cada um e já agendo como compromisso realizar o que chamo de fluxo de caixa.

Esta prática consiste na chave para o bom gerenciamento do seu dinheiro. Ela é utilizada muito mais em empresas do que para pessoas.

A parte boa é que, como várias outras coisas do mundo empresarial, também pode ser aplicada com bastantes resultados num âmbito pessoal.

Como não sou especialista em finanças, não faz sentido querer citar aqui uma definição exato para esta expressão.

O que ela significa pra mim, na prática, é conferir se as contas batem quando você encerra um determinado período de movimentações financeiras (dia, semana, mês ou ano).

Conceitos são apenas conceitos. O que importa mesmo é a aplicação que damos a eles a partir dos insights tidos quando os aprendemos.

No meu caso, que realizo todo final de mês, verifico o resultado de todas entradas e saídas que aconteceram neste período e confronto com o saldo que sobrou realmente.

Se a conta fecha redonda, perfeito!

Se não, é extremamente importante entender o porquê, buscar respostas sobre os motivos que levaram a um erro de cálculo ou não alcance de metas estabelecidas.

Com estas informações, nós podemos rever os processos utilizados ao longo do mês que passou e otimizá-los para aquele que está começando.

A lógica do fluxo de caixa reside nas seguintes questões:

  • O que deu certo e pode ser aproveitado ainda?
  • O que deu errado e qual a causa do problema?
  • Como podemos melhorar o que deu certo?
  • Como podemos corrigir o que deu errado?

Existe um cara chamado Samuel Marques e ele é alguém que sabe muito sobre este tema.

Fiz um dos seus cursos sobre gestão financeira para pequenos negócios onde aprendi muito! Sua didática é incrível e, perceptivelmente, é alguém preparado para ajudar quem busca conhecimento na área.

Caso interesse, entre em contato com ele pelo Facebook dizendo que eu sugeri a você fazer isso. Com certeza, vocês poderão trocar uma boa ideia. :)

De todo jeito, por enquanto, o que der para ir fazendo, vai lá e faz!

Pegue todo o conteúdo já visto até agora, comece anotando, depois analisando… busque sempre ir desenvolvendo sua habilidade de ser dono do próprio dinheiro.

Retorne sempre a este texto para consultá-lo quando sentir necessidade. A repetição é uma das características do treino, que é o caminho para a excelência.

Você quer ser excelente com suas finanças ou não?

Ótimo!

Para finalizar, separei algumas questões sobre as quais considero importante refletir.

Elas podem servir para lhe dar uma visão mais de longo prazo e, visualizando um futuro mais abundante, motivar você a agir desde agora.

Termine a leitura do texto e me diga o que achou! =)

 

ALGUMAS COISAS ÚTEIS SOBRE FINANÇAS PESSOAIS QUE VALEM A PENA A REFLEXÃO

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A primeira delas são os 3 fundos que acho que todo brasileiro deveria pensar em ter. São eles:

  • Fundo de segurança;
  • Fundo de aposentadoria;
  • Fundo de investimentos.

O fundo de segurança trata-se de uma reserva correspondente a 6 vezes, ou mais, o quanto você ganha em média por mês.

Como o próprio nome sugere, a intenção é que você possa viver com mais segurança financeira, uma vez que, caso imprevistos aconteçam e você tenha que ficar algum tempo distante do trabalho, seja possível manter seu estilo de vida até tudo se ajeitar.

Já o fundo de aposentadoria serve para aqueles que desejam não ficar reféns do INSS nem correr o risco de abaixar o padrão de vida quando aposentarem.

É muito comum ouvirmos as pessoas mais velhas reclamando que o dinheiro pago pelo governo não dá pra nada. Assim como vermos profissionais bem sucedidos financeiramente falando que tiveram que reduzir muito seus custos mensais para sobreviver desde que aposentaram.

O fundo de aposentadoria é uma forma de contar com seu próprio esforço a fim de garantir uma velhice mais tranquila, indo de encontro ao nosso terceiro elemento, que é o fundo de investimentos.

Este ainda estou estudando mais para fazer, pois considero importante, para o meu perfil, conhecer profundamente os negócios nos quais vou colocar meu dinheiro.

Trago o conceito aqui por considerar uma das melhores formas de enriquecimento.

Já pensou que, talvez, melhor do que poupar, seja investir em algo que multiplique o seu capital? Esta é a ideia neste caso.

Agora, complementando e encerrando o assunto, você deve estar querendo saber:

“E se eu precisar mesmo poupar? Como fazer?”

Você deve identificar, no meio de suas anotações – mais uma vez aqui mostrando-se como fator essencial da gestão financeira equilibrada – onde está gastando dinheiro desnecessariamente, ou poderia reduzir despesas.

Se cortes forem necessários, você precisará zelar pelas suas prioridades, que é um longo tema.

Mas, basicamente, é eficiente separar o necessário do que é supérfluo. Por mais chavão que seja, é assim mesmo.

Sempre que precisar abrir mão de uma coisa que goste, no entanto, reflita se aquilo não é mesmo essencial.

Existem coisas que nos fazem tão bem, ao ponto de só nós entendermos porque gostamos delas – um hobby, por exemplo – e paramos tudo se deixarmos elas de lado.

Então, se for pra te desequilibrar, dê uma segunda avaliada e verifique se não há nenhuma categoria melhor onde economizar. Normalmente, existe outra solução.

 

COMBUSTÃO TOTAL: TRANSFORMANDO DINHEIRO EM REALIZAÇÃO PESSOAL (BUSQUE SEMPRE!)

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“Dinheiro não pode ser impeditivo para que você faça o que ama.”
(Renata Lapetina, em palestras para o Superlattes)

Planejar é algo importante, embora alguns digam ser capazes de fazer as coisas acontecerem sem pensar muito a respeito.

De um jeito ou de outro, uma ideia é certa: o caminho é diferente para cada pessoa. Todos temos planos e a vida traz oportunidades diferentes para cada pessoa.

Cada um de nós vive em um determinado contexto, em condições específicas e possui uma bagagem única.

É improvável que, por exemplo, todas as sugestões que escrevi aqui sirva para vários leitores de maneira igual.

Seria até ingênuo de minha parte achar isso.

Entretanto, para você, pode ter sido transformador, pois te gerou insights interessantes, que podem ser revertidos em ações capazes de mudar a sua realidade.

É assim: a gente pega um pouquinho aqui, um pouquinho ali, e vai vendo o que funciona ou não pra gente.

Moldamos quem somos e o nosso estilo de vida a partir dessas inúmeras experiências e reflexões.

Quanto mais buscamos, certamente mais encontramos. E agora que você já sabe o essencial para ser dono do seu dinheiro e gerenciar suas finanças.

Acredito que a chave para encontrar mais seja, justamente, procurando mais também.

Digo isso falando da busca ativa. Estudar, aprender, experimentar, otimizar, ir criando seus próprios formatos de evolução.

Não é somente ouvir, ou ler, e ficar achando que seus pensamentos e ideias levarão a algum lugar por elas mesmas.

De jeito nenhum!

Para obter controle da sua vida financeira e conseguir realizar seus objetivos, seus sonhos, com mais chances de darem certo, é preciso ir se desenvolvendo, constantemente, nesta área da vida.

 

AGORA É A SUA VEZ!

Para terminar este longo texto, que de nada adiantará caso você continue fazendo simplesmente o mesmo depois de lê-lo, vou recapitular os pontos fundamentais aqui. O resumo servirá como um plano de ação.

  1. Anote seus gastos do dia de hoje;
  2. Anote os gastos dos seus próximos 30 dias;
  3. Olhe para suas anotações ao final do último dia e reflita sobre sua condição financeira atual;
  4. Pense e escreva quais são seus objetivos financeiros;
  5. Identifique o que você pode fazer para melhorar sua condição a fim de caminhar na direção dos objetivos;
  6. Continue anotando sempre e revise mensalmente seus registros, com o intuito de estar sempre descobrindo novas soluções que irão te levar para onde deseja;
  7. Estude sobre finanças, leia livros, faça cursos… aprende a respeito de dinheiro o quanto puder.

Pronto! Agora você tem por onde começar e pode fazer isso ainda hoje se quiser.

Lembre-se: quanto mais você adiar, com certeza, mais demorará para alcançar. Quanto mais rápido agir, maiores são as chances de que aconteça mais veloz.

Deixe seu comentário e tire suas dúvidas para que eu possa te ajudar a organizar sua vida financeira pessoal. Vai ser ótimo termos essa conversa!

Um abraço.

Matheus Felter

Cirurgião-dentista. Clínico-geral. Mestrando em Clínica Odontológica.

Website: http://matheusfelter.com.br

  • Fala, Matheus! Espero que esteja tudo bem com você.

    Eu tomei contato com a educação financeira uns anos atrás e foi uma das melhores coisas que me aconteceu e provocou uma mudança (para melhor) em minha vida.

    Sabe como eu fazia o controle financeiro? Da mesma forma que você sugeriu, anotando tudo em uma caderneta, onde anotava não apenas os gastos, mas também o que eu separava para poupar e também os rendimentos (incluindo salário, aplicações e comissões).

    O seu artigo está excelente, mostra de maneira bem clara como fazer um controle de finanças pessoais e não fica preso a detalhes. Fazia tempo que não lia algo simples e direto ao ponto, com a recomendação de profissionais gabaritados na área para confirmar o que você diz. E para não me delongar, destaco aqui uma frase:

    “Este relacionamento saudável, isso é, você e o dinheiro alinhados um com o outro, pode levar a uma combustão de realização em sua vida.”

    Receba os meus sinceros parabéns! Grande abraço e muito sucesso a você!

    • Olá, Fábio!
      Tudo bem?

      Por aqui, vou bem e é muito bom “revê-lo” :)

      É comum vermos depoimentos como este seu, sobre o quanto este tipo de conhecimento causou impacto positivo na vida das pessoas. Por isso mesmo, acredito que educação financeira devesse ser matéria básica nas escolas. Quem sabe vejamos isso um dia…

      Enquanto não acontece, que bom que temos este conhecimento! Hehe.

      E muito legal seu complemento! Sem dúvidas, anotar ENTRADAS também é algo importante.

      Talvez a ênfase não tenha sido tão grande aqui, priorizando as SAÍDAS, nisso por entender que, no geral, a gente gasta com mais lugares do que ganha de uma variedade também, rsrs. Mas vou pensar a respeito numa futura revisão do texto.

      Obrigado pelo comentário, Fábio! :)

      Grande abraço.