ENTREVISTA COM MILA NASCIMENTO: UM RELATO SOBRE MUDANÇA DE VIDA, CORAGEM E REALIZAÇÃO PESSOAL (DO OUTRO LADO DO MUNDO)

Mila Nascimento1

Mila é cirurgiã-dentista por formação, mas não atua na área da Odontologia. Hoje, leciona inglês na Tailândia.

Ficou curioso com essa história? Eu também!

Por isso, convidei-a para uma entrevista a fim de entender melhor quais são os bastidores de sua vida. A intenção é expandir a sua mente para compreender pessoas que tomam decisões fora dos padrão.

Se a ideia de “largar tudo” e mudar de país parece comum para você, pode ser que seus padrões já sejam outros.

Se não, incentivo imensamente que você confira este bate-papo, direto de Phuket, na Tailândia!

Quem sabe é a coragem que precisa para tomar um rumo completamente diferente, como sempre quis, em sua vida. :)

Isso seria ótimo!

Afinal, o arrependimento #1 das pessoas antes de morrer, segundo a enfermeira Bronnie Ware, é justamente não terem feito tudo aquilo que queriam.

P.S.: O vídeo gravado e editado pela própria Mila Nascimento, tamanha a energia e disposição para compartilhar a mensagem dela com você!

 

00:00 CONTE UM POUCO SOBRE QUEM VOCÊ É, MILA :)

MN: Olá! Vamos nos situar primeiramente. Eu estou falando de Phuket, na Tailândia. Hoje é dia 16 de março de 2017 e agora são 17 horas e 15 minutos aqui.

Meu nome é Mila Nascimento. Eu formei em Odontologia, na Universidade Federal de Goiás, no ano de 2014.

Através da Faculdade, conheci o Matheus, a quem quero agradecer imensamente pelo convite. Estou muito feliz pela oportunidade de compartilhar a minha história aqui no blog. Encarei esta entrevista como uma visita pessoal.

Por isso, pensei em um lugar bacana pra gente se reunir: estamos no Mini Buddha, que um dos principais pontos turísticos de Phuket. É também um dos pontos mais altos da cidade, com uma vista bem bacana!

O clima está fresco, o mar lá embaixo… mais agradável do que na cidade, onde está bem quente.

É difícil se apresentar, mas, em relação àquilo em que eu acredito, e acho que muito influenciou no rumo dado à minha vida, foi o seguinte:

Desde pequena, meu pai sempre falou para mim, e para o meu irmão, que éramos capazes de tudo.

Em vários momentos da vida, quando acreditei que não conseguiria algo ou teria muita dificuldade, meu pai sempre me falava que eu era capaz de tudo.

“Só era preciso acreditar e lutar para fazer acontecer.”

Não sei se meu pai esperava que eu fosse entender tão bem o que ele falava, mas eu realmente acreditei em suas palavras.

Para nossos sonhos e desejos, só precisamos ter coragem de “enfiar a cara e arregaçar as mangas”, para fazer tudo o que for preciso até realizar.

Até que se prove o contrário, somos sim, capazes de qualquer coisa.

 

2:45 O QUE TE FEZ CURSAR 5 ANOS DE ODONTOLOGIA, JOGAR TUDO ISSO PARA CIMA E MUDAR DE PAÍS PARA TRABALHAR EM UMA ÁREA COMPLETAMENTE DIFERENTE?

MN: Para começar a falar sobre este tópico, eu gostaria de enfatizar que eu não joguei tudo para o alto.

Não acho que meus 5 anos de faculdade foram em vão. Muito pelo contrário: tenho certeza absoluta de que, se não fosse por eles, eu não estaria onde estou hoje.

Embora não haja nada relacionado e eu não exerça a profissão de cirurgiã-dentista, pessoas que conheci e experiências que tive através da faculdade influenciaram diretamente minhas escolhas.

Amigos e professores me ajudaram, de certa forma, a construir a Mila que eu sou.

Em nenhum momento tive dúvidas de que a Odontologia era o curso certo para mim. Nunca tive pensamentos sobre querer largar porque não gostava, ou coisas assim.

Sempre pensei que esta seria minha profissão (talvez ainda seja, né? Estamos descobrindo!) Por enquanto, estou em uma pausa para seguir uma carreira “B” que surgiu na história.

O que me fez “largar” não foi algo tão relacionado à Odontologia em si. Foi mais pelo país, o Brasil.

Trabalhei um ano e meio como clínica-geral em Goiânia. Amava exercer a profissão e amava o dia a dia de atendimentos aos pacientes.

Eu não era uma pessoa frustrada. Porém, a falta de segurança, qualidade de vida, etc. foram os principais motivadores para que eu procurasse outro lugar.

Chegou um ponto no qual percebi que eu trabalhava de segunda à sexta, além do sábado cedo, para, simplesmente, pagar as contas.

E a vida não é só isso de “nascer, trabalhar, pagar contas e morrer”. Acredito que existe muita coisa para além de disso.

Foi o que vim buscar.

Viver cada dia, mesmo com trabalho e rotina, desfrutando também do lazer e da segurança. O mínimo necessário para que a vida seja razoável, em minha opinião.

 

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6:26 COMO FOI O PROCESSO PARA IR MORAR NA TAILÂNDIA E LECIONAR INGLÊS?

MN: Na realidade, no começo, me surgiu certa inquietude em relação ao Brasil.

(Inclusive, lendo a entrevista com o Fernando Rui publicada aqui no blog, eu me identifiquei muito com essa questão da inquietude.)

A princípio, eu não tinha um foco como “vou para a Tailândia dar aulas de inglês para crianças”. As coisas foram surgindo com o tempo.

Inicialmente, conversei com meu namorado e compartilhei estes pensamentos e minhas insatisfações com ele, que também sentia o mesmo e já havia morado aqui na Tailândia por um ano, em 2013.

Ele vivia me mostrando fotos e falava muito daqui e como era bom. Entretanto, não houve qualquer pressão. Foi acontecendo naturalmente.

Começamos a pesquisar possibilidades de lugares para ir. Procuramos um lugar que fosse bom tanto para mim quanto para ele em relação a opções de trabalho e lazer.

A Tailândia foi nosso destino.

Ele é lutador e aqui é a terra do Muay Thai.

Eu não sabia o que fazer, mas um amigo nosso, o Rafa, veio na mesma condição que eu. Ele é formado em Direito no Brasil e veio para cá fazer um curso que gerasse a possibilidade de ele dar aulas de inglês.

Ele foi meu orientador, quem me ensinou o que eu precisava saber neste mundo. Por exemplo, o que era necessário para fazer o curso, onde ele acontecia, etc.

Fui pesquisando, conversando com ele e as coisas foram se ajeitando.

Era um curso com duração de 1 mês, oferecido pela Universidade de Cambridge. Fiz em uma instituição, localizada aqui na Tailândia, chamada International House.

Existe um processo de seleção. Não é qualquer pessoa que pode fazer.

Além da análise de documentos, eles também fazem uma entrevista por Skype para comprovar sua proficiência na língua inglesa e que os objetivos do curso se alinham com suas expectativas.

“Aconteceu até uma coisa engraçada comigo em relação a isso.”

Como existe a diferença de fuso-horário entre a Tailândia e o Brasil – aqui são 10 horas a mais -, eu agendei a entrevista para as 5 e meia da manhã.

Ainda bem que era só a chamada de voz no Skype. Não era com vídeo… rs.

Enfim, acordei 5 e meia da manhã e, durante a ligação, enquanto conversava com a tutora do curso, a internet lá de casa caiu.

E não voltava, não voltava… não tinha como eu continuar a entrevista!

Então, enviei um e-mail pedindo mil desculpas e explicando o ocorrido, além de pedir para continuar em um novo horário.

Remarcamos para as 5 e meia do dia seguinte, mas… a internet não voltou!

Quando deu a hora combinada, tive que pedir a senha da internet da minha vizinha! Detalhe: não havia sinal lá dentro de casa. Só na garagem! Rs.

Fui eu, 5 e meia da manhã, para a garagem, fazer a entrevista.

No final das contas, deu tudo certo. Foi como uma provação para ver se eu realmente manteria firme a ideia de ir embora.

Fizemos a entrevista, ela falou que eu estava aprovada para fazer o curso e fui fazê-lo, em setembro de 2016.

Fomos, inicialmente, para uma cidade no norte da Tailândia. Moramos lá por um mês, enquanto eu fazia esse curso e o Pedro treinava.

Assim que terminou, viemos aqui para Phuket, ao sul da Tailândia, que era nossa principal escolha de cidade para morar.

Se não desse certo, tentaríamos outras opções, mas essa era nossa opção número um. Tanto pelos contatos que o Pedro já tinha aqui, quanto pela beleza.

Não houve qualquer arrependimento.

Saí batendo de porta em porta nas escolas procurando um emprego. Quando comecei a entregar currículos, eu estava aberta a qualquer oportunidade que surgisse – fosse lecionar para adultos, fosse para crianças.

Mais ou menos uns 20 dias depois, a escola onde eu trabalho atualmente me contratou. A faixa etária das crianças para as quais dou aula vai de 3 a 5 anos de idade. É o nosso “jardim de infância” no Brasil.

É um trabalho que nunca havia me imaginado fazendo, mas estou amando!

As crianças são muito amorosas e respeitosas. É algo realmente gratificante.

 

13:05 EXISTEM EVENTOS OU SITUAÇÕES ESPECÍFICAS QUE VOCÊ RELACIONA ÀS DECISÕES MAIS IMPORTANTES QUE JÁ TOMOU?

MN: Sem dúvidas, a primeira coisa que vem na minha cabeça, é o intercâmbio feito durante a faculdade.

Eu estava no último ano, fiz um intercâmbio para a Suécia e morei lá por 3 meses. Tudo isso através do Programa Linnaeus-Palme.

Realmente, mudou a minha vida.

Consigo enxergar, claramente, a Mila antes e a Mila depois do intercâmbio.

Minha grande inspiração, desde sempre, relacionada à experiência internacional, foi a Profª. Rejane. Tenho certeza de que ela não é inspiração só pra mim, mas também para muitas pessoas que eu conheço.

Inicialmente, comecei a me envolver mais na área por meio do Comitê Internacional da Faculdade de Odontologia.

Participei dele, estive envolvida com a recepção de intercambistas suecos em Goiânia e isso foi despertando a minha vontade de fazer o intercâmbio também.

Quando tive oportunidade, no meu último ano de faculdade, me inscrevi para tentar a bolsa, junto ao Túlio, meu parceiro que estava no mestrado, e fomos nós dois para Malmo, na Suécia.

Costumo dizer que, a partir do momento em que você mora fora, é como se você passasse a falar uma outra língua que só quem mora fora entende.

Por mais que você faça relatos de experiência, mostre fotos, vídeos… quem mora fora entende melhor do que quem nunca morou.

Acho até que pessoas que nunca viveram em outro país nunca vão entender algumas coisas. Por mais que falemos, é difícil compreender, verdadeiramente, sem que se tenha presenciado e vivido isso.

Tenho certeza de que minha ida para a Suécia influenciou na minha decisão.

Parece que os nossos horizontes se ampliam quando temos a primeira experiência internacional. O mundo redimensiona. A gente acaba achando mais fácil ir para outro lugar, ir para outro país, conhecer uma nova cultura.

Como dizia a Profª. Rejane, a gente se sente mais cidadão do mundo! Realmente só tenho a agradecer a ela, que participou disso tudo e sempre me apoiou.

Então, é isso. O acontecimento mais relevante, que acredito ter me influenciado nessa tomada de decisão, foi o intercâmbio para a Suécia.

 

16:16 COMO VOCÊ FAZ PARA DECIDIR O QUE VAI FAZER DA VIDA HOJE, AMANHÃ… A CADA MOMENTO?

MN: Como eu faço para me decidir?

Geralmente, em especial no caso de decisões maiores, tento sentir onde meu coração ficará mais em paz.

É preciso se conhecer muito bem para saber quais limites você consegue suportar.

Emoções, distância da família… não é tão simples assim.

Quando viemos para a Tailândia, o Pedro, meu namorado, sempre me falava que aqui não era um mar de rosas. Como em lugar nenhum é!

Por isso, é extremamente importante não criarmos expectativas demais para nada que fizermos na vida.

Se criamos muita expectativa, é muito difícil nos sentirmos satisfeitos com o que conseguirmos.

Se vamos com expectativas mais baixas, qualquer coisa além do que você esperava, por menor que seja, te deixa super satisfeito.

É por aí que tento levar: sabendo que, em qualquer lugar do mundo, existirão prós e contras. Eu estou aqui muito feliz, mas minha família e meus amigos não estão perto de mim.

Portanto, é preciso saber se conseguiremos lidar com as adversidades, como a distância e outros fatores a serem considerados.

Sobretudo, para tomar decisões, procuro considerar tudo isso e analisar a situação de uma forma bem geral.

Para vir para cá, especificamente, o que pensei foi: não tenho nada a perder!

Com certeza, mesmo que eu vá lá para fazer somente o curso, já terá valido a pena ter vindo para melhorar o meu inglês e me capacitar para dar aula em qualquer lugar do mundo – o certificado obtido vale internacionalmente.

Então, eu acho que não tinha nada para me fazer pensar: “Poxa… estou deixando isso de lado.”

Pelo contrário!

Eu procurei pensar que se eu não fizesse isso agora, provavelmente não faria nunca mais.

Talvez, no futuro eu estivesse mais envolvida com minha profissão, de modo que eu não pudesse deixá-la, ou talvez tivesse filhos… enfim.

Algo poderia impedir futuramente.

Se sempre ficarmos esperando estar tudo perfeito, com todas condições favoráveis, essa hora nunca chegará.

De alguma forma, é preciso se posicionar.

Se é isso que quer fazer, comece a realizar para fazer acontecer.

Não é só falar “Tchau, estou indo!” Claro que leva um tempo de preparação em casa, no trabalho, etc.

Mas, se a gente acredita que é possível, só é preciso lutar.

 

19:57 QUAIS SÃO AS COISAS MAIS IMPORTANTES DA VIDA PARA VOCÊ?

MN: Número um? O tempo.

Depois de ter mudado para cá, comecei a sentir o quanto o tempo é valioso em nossas vidas.

“Meu maior medo era envelhecer e não ter feito o que eu queria.”

Se temos um sonho, esse sonho é para ser vivido hoje. Não dá pra ficar esperando, protelando até “alguma coisa dar certo” primeiro.

O melhor momento é hoje, que sabemos ter para viver.

Amanhã não teremos garantia alguma.

Para mim, uma das coisas mais importantes da vida é o tempo e saber utilizá-lo bem.

E a família. É o que dá sentido, é a base de tudo. Embora eu não esteja próximo a ela agora, nos falamos todos os dias e estamos sempre em contato.

Resumindo, bem resumido, estas são as coisas mais importantes da vida.

 

21:24 COMO FOI A REAÇÃO DAS PESSOAS QUE VOCÊ AMA E QUE TE AMAM NO BRASIL?

MN: As pessoas mais próximas de mim, como meus pais, tiveram um pouco de dificuldade para entender essa minha decisão de morar fora.

Eu não esperava que fosse diferente. Sabia que não seria fácil entenderem. Nenhum pai fala pra você ir, para o outro lado do mundo, ser feliz. É muito improvável.

Quando falei sobre o assunto com eles, disseram que respeitariam, mas não concordavam. Eles achavam que seria diferente, uma vez que eu já tinha “tudo encaminhado” no Brasil.

Mas, de certa forma, isso é o que toda a sociedade espera em minha idade.

Formou?

Depois de formar faz o que?

Trabalha.

Está trabalhando? Casa.

Casou? Tenha filhos.

Teve o primeiro? Tenha o segundo… rs.

“A sociedade impõe padrões na vida de todo mundo.”

Hoje, isso parece estar mudando um pouco, pois vemos muitas pessoas viajando e fazendo coisas diferentes.

Porém, os mais tradicionais acreditam que este é o caminho certo e não pode ter outro.

“Como assim? Formou e está deixando tudo para ir a outro país fazer outra coisa?”

Isso é muito difícil para de aceitar e para meus pais não foi diferente. Depois que eu vim, as coisas foram se ajeitando.

Claro, existiu muita insegurança e incertezas. Medos que eu tenho até hoje, porque não temos certeza de que tudo dará certo como planejamos.

Mas é como falei: certeza absoluta nós não temos de nada, a não ser que vamos morrer um dia.

De toda forma, estando eu aqui, ou no Brasil, não tenho 100% de garantia do que vai acontecer em minha vida hoje, amanhã, semana que vem…

A qualquer momento pode mudar.

Então, eu tentei também me dar apoio através desse pensamento:

Existem incertezas em qualquer lugar, qualquer país ou qualquer coisa que você estiver fazendo.

Escolhi viver essa incerteza aqui. :)

 

24:40 SUA JORNADA TEM DATA PARA TERMINAR? QUAIS SÃO SEUS PLANOS PARA OS PRÓXIMOS MESES OU ANOS?

MN: Não sei.

Por enquanto, estou trabalhando na escola e as coisas estão dando certo. Enquanto estiver assim, ficaremos. Mas sabendo que não é algo eterno.

Como disse antes, é preciso viver o hoje, porque o amanhã não sabemos.

Quando viemos, eu e meu namorado já havíamos conversado sobre não querer viver o resto da vida aqui. Estamos vivendo o agora.

Até o momento, me sinto feliz. Se eu tivesse passado uma semana que fosse, já teria ficado super grata por ter conhecido este lugar.

A cada dia que passa, agradeço pelo que vivi aqui e pelas experiências diferentes. Acho ser o mais importante agora.

 

26:04 QUAIS FORAM AS PRINCIPAIS LIÇÕES APRENDIDAS ATÉ AGORA?

MN: Ser flexível e não ter muita expectativa.

Digo isso não por ter quebrado a cara. Pelo contrário. Justamente porque vi resultado disso é que eu diria ser algo bom.

Também é super importante ser aberto para as pessoas e outros pensamentos diferentes dos seus.

Sobretudo, um planejamento sensato, sem muita fantasia.

Aqui é um sonho, um paraíso. Mas se você vem com o pensamento de que nada dará errado, se um pneu furar a viagem já acaba pra você.

Dependendo disso, a minha já teria acabado várias vezes, rs.

Enfim, a forma como você organiza seus pensamentos também influencia diretamente no resultado que você vai conseguir com suas ações.

Essa é a mensagem que quero deixar: se você está planejando alguma grande mudança em sua vida, primeiramente tenha certeza de que é isso que você quer.

Tome conhecimento, balanceie os prós e os contras, analise muito bem e sem ser por impulso ou influência.

Muito embora eu tenha sido influenciado pelo fato de meu namorado ter morado aqui antes, não fui influenciada a vir por causa dele.

Eu vim porque eu queria viver esta experiência. E ter combinado a minha vontade com a dele deu muito certo.

Entretanto, se eu tivesse pensado em ir porque ele queria, com certeza não teria sido como está sendo hoje.

Vim por mim, ele veio por ele e juntamos nossas vontades de estar aqui.

Como disse, encarei esta entrevista como uma visita pessoal.

Quero agradecer imensamente por sua visita e espero de verdade que, um dia, você venha pessoalmente para cá também! :)

Estou aberta para esclarecer qualquer dúvida.

Um beijo para todo mundo e muito obrigada pelo carinho!

 

CONCLUSÃO

E aí? Gostou dessa entrevista com a Mila Nascimento?

Muita gente morre de vontade de fazer algo, mas também morre de medo!

Espero que, se você for uma dessas pessoas, essa conversa tenha despertado em ti uma coragem maior.

Como foi dito, o melhor momento para fazer acontecer seus sonhos é agora. Isso vai reduzir suas chances de “morrer de arrependimento” no futuro.

Deixe seu comentário e fique à vontade para fazer perguntas logo abaixo! :)

Será um prazer ver você compartilhando conosco.

Grande abraço!

Matheus Felter

Cirurgião-dentista. Clínico-geral. Mestrando em Clínica Odontológica.

Website: http://matheusfelter.com.br